Partido Comunista Português
Transplantação e dádiva de órgãos: acções políticas da UE - Declaração de voto de Ilda Figueiredo
Segunda, 21 Abril 2008
A utilização terapêutica de órgãos humanos para a substituição de um órgão que deixou de funcionar por outro que provém de um dador, se tiver êxito pode garantir uma vida plena e saudável durante muitos anos a pessoas que, de outro modo,
necessitariam frequentemente de cuidados intensivos

Embora o recurso à utilização de órgãos humanos para a transplantação tenha vindo a aumentar nas últimas décadas nos países da UE, o número de pessoas que necessitam de uma transplantação continua a ser superior ao número de órgãos disponíveis para transplantação. Estudos oficiais referem que cerca de 40 000 pacientes estão actualmente inscritos em listas de espera na Europa Ocidental. A taxa de mortalidade dos pacientes que aguardam um transplante de um coração, de um fígado ou de um pulmão situa-se entre 15 e 30%.

Para reduzir os riscos do receptor ao mínimo é importante submeter os dadores a testes. Como se refere no relatório, é essencial proceder ao rastreio dos dadores e verificar a presença ou a ausência de risco de transmissão de doença, o que implica uma série de exames. No entanto, actualmente não existe consenso entre os Estados-Membros sobre estes testes. Daí a importância deste relatório para originar incentivar maior cooperação.