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Medidas de suporte nacionais para o sector das pescas - Resposta a Pergunta escrita prioritária de Pedro Guerreiro no PE |
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Terça, 11 Julho 2006 |
A Comissão tem conhecimento de que dois Estados-Membros adoptaram
medidas destinadas a atenuar os crescentes custos operacionais
resultantes do aumento do preço dos combustíveis: Espanha, em que o
apoio proposto permaneceu abaixo do limite “de minimis” fixado pelo
direito comunitário (considera-se que os auxílios inferiores a esse
limite não distorcem a concorrência), e França, cujo caso está a ser
analisado pela Comissão, uma vez que há dúvidas quanto à sua
compatibilidade com as regras da concorrência comunitárias.
A Comissão considera que a concessão de subsídios financeiros
unicamente destinados a reduzir o efeito do aumento dos custos
operacionais (devido ao preço elevado do combustível) não é a solução
para as dificuldades económicas que o sector das pescas enfrenta. Como
é certamente do conhecimento do Senhor Deputado, em Março de 2006 a
Comissão publicou uma Comunicação sobre a melhoria da situação
económica no sector das pescas.
A Comunicação referida convida os Estados-Membros a instaurar regimes
de auxílios de emergência e à reestruturação, com vista a restabelecer
a viabilidade económica das empresas de pesca em dificuldade, e
estabelece o enquadramento para as medidas e investimentos considerados
compatíveis com as regras comunitárias em matéria de auxílios estatais.
Por exemplo, ao abrigo desses regimes, a Comissão considerará
favoravelmente a substituição de um motor por outro de menor potência e
mais ecológico. A Comunicação foi igualmente debatida no Parlamento,
cuja reacção foi positiva.
Em Junho de 2006, nenhum Estado-Membro tinha notificado a Comissão de
qualquer regime de auxílios de emergência e à reestruturação desse
tipo, o que se deve provavelmente ao facto de os Estados-Membros
precisarem de algum tempo para elaborar tais planos.
Tal como é igualmente indicado na mesma Comunicação, a Comissão
considera que a reestruturação das frotas de pesca é inevitável, a fim
de adaptar a capacidade de pesca aos recursos disponíveis. O Fundo
Europeu para as Pescas (FEP), recentemente criado, proporciona aos
Estados-Membros diversas possibilidades de concretizar essa
reestruturação, atenuando as suas consequências económicas e sociais e
promovendo métodos de pesca mais compatíveis com o ambiente e mais
eficientes em termos de consumo de combustível.
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